Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Domingo, 31 de Janeiro de 2010

A Magia dos Cristais

Bem vindos a uma viagem ao fantástico mundo dos cristais. Juntos descobriremos com os cristais a meditar e a viajar de encontro a novas e mais profundas facetas do nosso Ser.

Entre muitas coisas falaremos acerca de como podes usar os cristais para despertar a consciência da tua estrutura ou identidade energética, isto é, convidamos-te a descobrir mais, não só sobre quem és, mas principalmente sobre o que és!

Há realidades incríveis dentro de ti que só os cristais podem focalizar, como tal, muito do que aprenderás neste curso será uma experiencia interior, uma tomada de consciência, uma verdadeira mudança de vibração.

Este é um workshop para pessoas que querem levar o seu trabalho energético, com os outros e consigo mesmos, para uma vibração mais harmónica, equilibrada e potente.

Os minerais são talvez a forma de vida mais antiga deste mundo. A sua matriz original conta-nos a história da Terra com a mestria da simplicidade e da beleza. Do ventre da Mãe Terra são a voz do silêncio, contudo conhecem a música das esferas. Sintonizados com as altas vibrações cósmicas, resguardam-se no interior da Mãe e dela guardam os mistérios de outros planos dimensionais. Se os soubermos escutar ensinam-nos a realinhar a nossa energia, a purificá-la e a programá-la para voltar ao equilíbrio da matriz original.

A sabedoria e os antigos mistérios estão ao alcance de todos quantos queiram, através do coração, aprender a conhecer estes magníficos seres inorgânicos, que de uma perspectiva de consciência diferente, enraizada na ardente e silenciosa treva do útero da Terra, nos mostram a beleza da Luz.

Carla Fonseca


Workshop de dois dias
6 e 7 de Fevereiro de 2010
das 10h às 19h

Centro Cho-Ku-Rei
Rua Pinheiro Chagas nº 48, 2º

Pede a tua ficha de inscrição pelo e-mail:

para mais informações: 927 203 424

Troca energética: 150€

Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Cura Xamânica

Segundo a tradição xamânica a cura provém da recuperação de um estado de dispersão da nossa energia. Essa dispersão terá ocorrido ao longo da nossa viagem pelo cosmos enquanto espíritos. Essa perda de coesão da nossa energia tornou-nos submissos aos elementos mais densos e materiais da nossa totalidade. Como espécie e como seres individuais nós lutamos por nos libertarmos deste jugo, contudo, muitas das vezes não nos apercebemos que o jugo somos nós mesmos: a predominância dos elementos densos sobre os subtis, derivada de uma aparente perda de energia.

Para os xamãs recuperar a energia vital é tudo o que interessa. Só essa energia nos proporciona a visão da verdadeira essência das coisas e a nossa libertação do jugo do ego. Este jugo é mantido pela interacção colectiva do ser humano através de uma entidade que os xamãs chamam de mente colectiva ou Sonho do Planeta.

Este sonho do planeta é tão maravilhoso, como perigoso. O seu maior perigo é quando essa perda de energia é tão grande que a consciência perde a possibilidade de por si mesma de ligar as suas partes, isto é, reagrupar a sua energia. É este o estado em que a maioria dos seres humanos se encontra.

Nenhum ser conhecido é tão amplo e fragmentado como um ser humano, com o seu lado racional, cheio de conhecimentos, potenciais, experiências de vida e papeis sociais que assume. É muito fácil para nós perdermos a cola que liga as partes da nossa vida até porque a mente colectiva promove que essa cola desapareça, pois é a sua natureza, nesta era,  domesticar para formar indivíduos débeis e passivos capazes de executar ordens e viver sem sonhar. No final nós somos uma soma confusa de pensamentos e experiências que não produz nenhuma alteração significativa à condição energética que herdámos. Morremos famintos de algo a que nem sequer sabemos dar o nome…

Ligar as Partes

Segundo os Xamãs do Antigo México a cola que liga todas as partes é o caminho do guerreiro. Viver como um guerreiro não significa entrar em guerras contra os nossos semelhantes mas sim contra as nossas fraquezas e limitações internas. Sejam elas a Vítima, o Juíz, a Auto-importância, a Inércia ou simplesmente o Medo. Principalmente o medo de olharmos para dentro de nós mesmos. De nos enfrentarmos na solidão. Enfrentar esses medos é a única luz que um guerreiro traz nos olhos.

Fomentar esta cola é tarefa de cada um de nós, não é algo que um ou outro possa fazer por nós, e se temos alguma energia então podemos aplicá-la em conhecer este caminho e vivê-lo, como se fosse a nossa derradeira tarefa sobre a face desta terra.

Esta atitude é chamada de impecabilidade do guerreiro, e é a única cura verdadeira para os males do ser humano, que conforme já vimos dizendo são em sua essência de natureza espiritual.

É ela que nos permite enveredar pelo caminho do conhecimento e realizar a verdadeira cura, que é a liberdade total: libertar o seu potencial criativo.

Cura Xamânica

O destino do ser humano é a criatividade sem limites.

Nessa tarefa só podemos beneficiar dos guias e ensinamentos no nosso caminho se formos impecáveis nas nossas acções para nos tornarmos guerreiros. Ser impecável significa, dar o nosso melhor em tudo o que decidimos fazer em consciência de que o nosso tempo nesta terra pode ser muito curto.

Como a tarefa de um guerreiro é caçar a sua energia, os xamãs do antigo México transmitem-nos que a sua principal preocupação consiste em Apagar a sua História Pessoal.

Apagar a história pessoal significa duas coisas. Apagar a auto-importância dos nossos gestos. À medida que o fazemos de acordo com certas práticas que a tradição nos ensina, os nossos passos ficam leves até que deixam de deixar pegadas, abandonamos pouco a pouco o drama e sofrimento exagerado nas nossas vidas e tomamos somente aquilo que é necessário para a nossa estratégia de vida. Há medida que temos mais energia para a nossa aventura cósmica, ser-nos-á mais fácil precisar onde está o caminho do coração, isto é, qual é a forma mais simples, verdadeira e graciosa de atravessar o plano denso da matéria.

Em segundo lugar, apagar a história pessoal significa recuperar, mediante certas técnicas, a energia presa e estagnada nas nossas experiências de vida passadas. Ao fazer isto eliminamos velhos acordos negativos, e libertamos toda a energia do passado para o momento presente. O aqui e agora.

Esta é a minha proposta de vida, e aquilo em que mediante o seu acordo, estou disposto a partilhar nos meus workshops e terapias.

J.

Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Workshop Xamânico - O Ciclo da Água

Um workshop é um encontro de partilha de práticas e experiências. Esta é a forma como o xamanismo vem sendo ensinado nos tempos modernos. Em círculo, sem mestres e sem discípulos.

Neste círculo que se reúne na passagem fúnebre do sol para o outro mundo, vamos realizar uma prática ancestral para a obtenção de cura, poder e visão.

Trata-se da Roda dos Espíritos ou Roda da Medicina. Nesta prática estabelecemos uma morada onde virão habitar os espíritos que estão alinhados com a essência estelar de cada um dos elementos do círculo.

Realizaremos as viagens xamânicas, o resgate da alma, e as danças do animal de poder, como temos feito até aqui. Os participantes nos workshops anteriores terão a oportunidade de desenvolver o seu totem.

Ao pôr-do-sol teremos completado a Roda da Medicina e começaremos a activá-la para os trabalhos que serão feitos à noite:

Balas – cerimónia devocional de resgate do poder pessoal

Elevação do pilar de Luz

Quem ainda tiver força poderá permanecer a dormir no local, segundo o ritual do mitote: Dormiremos por turnos, mantendo uma fogueira acesa durante a noite, e mantendo cânticos para despertar o sonho de quem dorme.

A manhã será para dormir e descansar. Retomaremos à tarde com algumas práticas e ensinamentos relativos às Águas, como à oportunidade de transmutação energética que vem com a presente estação.

Obrigado e até breve.

Juno

Local: Cromeleques de Évora

Com José Silva e Carla Fonseca

Sábado 31 de Outubro e Domingo 1 de Novembro de 2009

Inicio às 10h de dia 31 e fim às 18h de dia 1

Contribuição : 150 €

As inscrições são consideradas após a recepção da ficha de inscrição devidamente preenchida e o pré-pagamento confirmado.

Solicite a sua ficha de Inscrição através do e-mail mailto:centrochokurei@gmail.com..

Para mais informações contacte-nos para o número 927 203 424.

Mitote

Segundo o Xamanismo nós sonhamos o tempo todo, com o cérebro ligado ou desligado, nós vivemos imersos no sonho, como um fumo, constituído por uma multidão confusa de vozes internas que nos manipulam. Estas vozes, chamadas, pelos Toltecas, de Mitote, são como um véu impedindo-nos de ver a nossa luz reflectida no mundo exterior. Elas originam-se nos desejos específicos que cristalizámos ao longo de um processo social de domesticação.

Ao longo deste processo, a nossa atenção foi presa por diversas crenças que tivemos de adoptar para que não fossemos castigados, ou para sermos recompensados pelos nossos pais, irmãos, professores, sacerdotes… No estado adulto já estamos cegamente condicionados a viver imersos no fumo. Tomamos o fumo do Mitote como se fosse a nossa identidade, e castigamo-nos por ele ser escuro, contraditório, incontrolável, em suma, infernal. É assim que o sonho colectivo nos suga o nosso sonho pessoal, deixando-nos à deriva e sem poder pessoal para decidirmos rumar contra as crenças partilhadas. Sempre que nos rebelamos contra as crenças em vigor, sentimos medo e culpa porque activamos na criança interior o seu processo de castigo e recompensa. Além disso, precisamos de nos sentir com mais razão do que os outros. Despendemos a nossa energia tentando camuflar que vivemos de acordo com as mesmas crenças que criticamos nos outros. O Mitote deixa-nos tão exaustos, que apenas conseguimos ter energia para sobreviver. Poucos preservam a fé de poderem vir a sonhar um sonho de felicidade! Com mais frequência empregamos a pouca energia que nos sobra fingindo que somos felizes, camuflando as nossas próprias angustias e depois castigando-nos por sermos desonestos.

A honestidade começa connosco próprios. Precisamos desconstruir o acusador interno, assim como a parte de nós que sempre se vitimiza. Esse trabalho começa por tomarmos consciência dos postulados, ou acordos que fizemos com as crenças que nos ligam aos desejos de agradar aos outros. Temos de decidir quebrar esses acordos, ou postulados, aceitando ver todo o sofrimento e ilusão que prendem a nossa atenção. Depois temos de entrar em acordo com acordos novos. Estes novos acordos podem ser quaisquer uns, desde que impliquem o reconhecimento de um só Ser no Universo. Nem perfeito, nem imperfeito, nem bom, nem mau, nem feio, nem belo, Um Ser que é tudo, e que somos nós.

Um Ser que está antes de tudo o que possamos pensar, pois sempre que pensamos utilizamos um código (a língua), que nos liga aos acordos colectivos de um país, de uma cultura. Este Ser manifesta-se em nós através daquilo a que chamamos a nossa forma Natural de Ser.

José Silva